Viseu
26 ´ 02 ´ 2009
Viseu - Loja do Cidadão no Centro Histórico. Comerciantes apelam à mobilização dos cidadãos
A Associação Comercial de Viseu e o Movimento de Cidadãos pela Revitalização do Centro Histórico querem concentrar-se no dia 2 de Março, no Mercado 2 de Maio, pelas 18h30, os comerciantes e cidadãos viseenses para uma reunião reivindicativa da deslocalização da Loja do Cidadão para o centro histórico.
Os panfletos e a acção de sensibilização foi ontem para a rua, como explica o presidente da associação de comerciantes, Gualter Mirandez, onde "os administrativos da associação andam a bater de porta a porta para tentar mobilizar o maior número de comerciantes possível e também apelar a que seja afixado um cartaz para mobilizar todos os cidadãos viseenses".
"Julgo que é a primeira vez que os comerciantes se vão mobilizar, ou seja, vão fechar as portas - e só pedimos meia hora do seu horário laboral - para uma reunião reivindicativa de onde sairá um documento que será entregue na Câmara Municipal de Viseu, no Governo Civil de Viseu e na Assembleia da República. Se os comerciantes não disponibilizam meia hora não vejo de que forma poderão mostrar a sua motivação e vontade de luta", explica Gualter Mirandez.
O dirigente associativo diz que está também "no papel de cidadão comum" e que "esta luta tem de ser da cidade inteira e não só dos comerciantes". "Se a Loja do cidadão não vier para o centro histórico não são só os comerciantes que perdem, é toda a cidade. A cidade ou perde ou ganha na sua totalidade", defende.
Em conferência de imprensa, Gualtyer Mirandez, na companhia de elementos do Movimento de Cidadãos, frisou ainda que "é também a primeira vez que todos os partidos políticos estão de acordo e, portanto, só falta vontade política", uma vez que "a única força a não querer a Loja do Cidadão no centro histórico é um grupo económico que a quer junto do seu espaço comercial, o Palácio do Gelo".
Do Movimento de Cidadãos um dos elementos que dá a cara é Alexandre Azevedo Pinto que diz mesmo que "a pressão está bem visível e que, no decorrer desta luta, que tem mais de um ano, ficará bem claro de que lado está o poder".
"Vamos ver se é do lado dos cidadãos e da política ou se é de um grupo económico que acaba por decidir a vida de todos os viseenses". "Não nos podemos esquecer que a Loja do Cidadã mexe com investimentos e dinheiros públicos e não se trata de um investimento privado", acrescenta.
Recorde-se que a Câmara de Viseu propôs já a localização deste organismo do Estado, num edifício antigo dos Bombeiros Voluntários.
IMN-DV
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- Fonte DãoTV / Diário de Viseu
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